Era meia-noite, uma sexta-feira 13; os cães uivavam para a lua cheia e sombria, os ventos sopravam com tanta violência que cortavam os rostos de quem passasse. O castelo do grande Sebastian Drake era o único ponto visível na escuridão.
Segurando uma taça de líquido escarlate, o anfitrião observava a noite das enormes janelas de sua sala comunal. A lareira estava acesa, permitindo que Drake ficasse aquecido, apesar da noite fria. Mesmo com seus trajes, Sebastian Drake sentia um frio inquieto; o vento batia desagradavelmente em sua face.
- Mestre?
Drake se virou, surpreso. Seu mordomo humano estava curvado em uma ligeira reverência, as mãos para trás. Drake sentiu-se incomodado por não perceber sua chegada, pois nunca se distraíra antes. Talvez fosse culpa da quietude da noite.
O mordomo pigarreou, obviamente querendo a atenção do patrão. Drake ergueu os olhos para ele, sem o menor sinal de irritação no olhar, e o mordomo continuou:
- Tem um sujeito lá fora pedindo abrigo, senhor. Ele diz que está viajando e precisa de um lugar para passar a noite, que aparenta ser perigosa.
- Mande-o entrar. – respondeu calmamente Drake, bebendo o líquido escarlate, deliciando-se com o sabor explodindo em sua boca. – E providencie um quarto para o sujeito. Não é sempre que temos visitas, não é?
- O sujeito é estrangeiro, mestre, não conhece sua... fama.
- E me é vantajoso que ele não a conheça.
Dizendo isso, Sebastian Drake jogou a taça na lareira e se inclinou para a janela, aspirando o ar lentamente, sentindo os diferentes aromas que emanavam da noite sombria. Lambeu os lábios, a língua roçando levemente nos caninos. Da janela, podia ver o sujeito que o mordomo descrevera: esguio, vestido a rigor, carregava uma maleta e uma bengala, elegantemente. Drake pode sentir seu cheiro – lembrava-lhe de pinheiros e grama molhada. O sujeito adentrou no castelo e Drake sorriu com satisfação.
Continuou inclinado à janela até que o sujeito se anunciasse, e, quando ele o fez, Drake fingiu estar distraído com algo lá fora para não olhar momentaneamente para o seu hóspede. Olhando mais de perto, ele pôde notar um traço de feições italianas no hóspede e algumas rugas que apareciam em seus olhos, mas eram invisíveis a olhos humanos.
Mas Sebastian Drake estava longe de ser humano.
- Mestre, esse é Alexander, o nosso hóspede dessa noite. – anunciou o mordomo, não sem antes fazer uma reverência.
- Muito bom, James, deixe-nos a sós. – Drake fez um aceno com a mão, indicando ao mordomo que se retirasse.
Alexander, o sujeito, permaneceu calado durante os primeiros minutos, mas pareceu reparar no anfitrião quando este lhe disse:
- Gostaria de algo para comer?
- Seria... bom. – Alexander engoliu em seco, aparentemente assustado.
Drake deu-lhe um sorriso divertido e assustador, vendo o pomo de adão de Alexander subir e descer. Enfiando as mãos nos bolsos das vestes, Sebastian Drake acompanhou seu hóspede até o salão de jantar, onde sentaram-se à enorme e elegante mesa. Inquieto, Alexander observava o estranho comportamento de seu anfitrião, que nem sequer tocava no alimento elegantemente servido à mesa. Alexander tentou não mostrar como isso o incomodava e terminou sua refeição rapidamente, nervoso para chegar ao seu aposento.
- Se me permite, eu gostaria de me retirar. – Alexander agradeceu mentalmente por sua voz não falhar. – A comida estava ótima. – completou, ansioso.
- Não tanto quanto a minha estará. – Drake sorriu novamente, maquiavélico.
- Perdão? – Alexander franziu o cenho, não compreendendo palavra alguma.
Drake apenas riu e se levantou da cadeira, deslocando-se para o lado do hóspede em questão de segundos e segurando-o pelo braço. Seus caninos brilharam quando ele sorriu, o que deu a Alexander total compreensão, embora parecesse remotamente absurda.
- Você... você é...
- Sim. – respondeu Drake, abaixando-se lentamente para o hóspede, roçando os caninos em seu pescoço. – Lamento demorar a descobrir a verdade.
Cravou os dentes no pescoço de Alexander, sugando-lhe seu sangue e observando a vida deixar seus olhos. O corpo caiu, flácido, nos braços de Sebastian Drake, que carregou-o até o peitoril da janela, arremessando-o para o jardim de seu castelo.
- James?
- Sim, mestre?
- Cuide para que não encontrem seu corpo. Eu vou me deitar.
E, limpando os lábios com as costas da mão, Sebastian Drake se retirou.
*----* dedicada a mim! (ela que disse!)
ResponderExcluirAYSYAGSYAGS ' é sim *-*
ResponderExcluirera a redação do brother, mas agr é texto e é dedicada è Gêmea (may aqui
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