Edward tinha acabado de sair para caçar.
Já era noite (ou melhor, madrugada). Vesti o pijama e fiquei na janela de meu quarto olhando o luar. Era lua cheia. O brilho da lua deixou meu rosto ainda mais pálido do que já era. Meus cabelos louros brilharam e eu mordi o lábio inferior para evitar o riso e a vergonha. Eu me lembrava perfeitamente de como tudo começara.
Era meu primeiro dia em Forks. Tinha acabado de me mudar do Brasil para cá à estudos. Acabara de completar 14 anos - o que significa que era quase agosto. A escola era na cidade vizinha, mas eu queria ficar aqui. Sou a típica garota de cidade pequena.
Estava voltando da escola. Coloquei minha blusa branca por cima da baby-look por causa do frio e soltei os cabelos. Ia pegar o ônibus para Forks quando esbarrei em uma coisa. Como isso sempre acontece comigo, suspirei e me abaixei para pegar o material. Subi no ônibus e fui me sentar no último banco. Abri a janela e fiquei olhando a "paisagem".
Comecei a roer as unhas de ansiedade. Morava em uma casa sozinha e fazia tudo por lá. Ficava nervosa quando tudo dava errado e roía as unhas.
E achei que o nervosismo me deixara louca. Entre várias árvores, eu jurara ter visto uma figura branca se mexendo rápido demais para um humano ver - e isso me torna, digamos anormal? O vento brincou com meus cabelos e eu senti um calafrio.
O ônibus parou duas ruas antes de minha casa e eu desci. Não sabia por que, mas um vazio atingiu meu peito e eu não sabia se realmente queria ficar aqui nessa cidade idiota. Me perdi em pensamentos e nem notei que alguém esbarrara em mim de novo. Me abaixei para pegar o material e ouvi sua voz.
- Eu te ajudo.
Ergui o rosto para ver o dono da voz de veludo. Quase infartei ao ver quem era. "Meu Deus! É o cara da floresta!" pensei. Aquele rosto, aqueles cabelos e aqueles olhos... Ah, aqueles olhos! Senti o coração parar e ele teve de me ajudar a levar o material para casa.
- Desculpe se te assustei.
Edward chegara. Sorriu e me abraçou depois de saltar da janela. O impacto de sua pele na minha me fez estremecer e ele se afastou. Deitei-me na cama e me cobri. Ele deitou-se ao meu lado e me envolveu a seu corpo.
- Rosalie perguntou por você. Diferente de Bella, ela gostou de você. Ah, e Alice vem aqui amanhã cedo.
Não reagi à suas perguntas. Fitei o quarto vazio e pensei naquele dia. Ela escolhera Jacob e Edward saíra para esquecê-la e aí nos encontramos. Nunca acreditei em amor à primeira vista, mas tudo mudara naquele dia. Ele dissera que o sol brilhara de novo para ele quando me viu.
- Está muito quieta hoje, Mayla. O que foi? Se for sobre sua transformação, quero dizer que...
- Não, não é. Eu já disse que espero o tempo que você quiser. É que aconteceu uma coisa hoje. Algo que evitei pensar.
- Conte-me!
Repassei meu dia em minha cabeça para Edward entender melhor. Eu voltava da escola - na verdade, acabara de descer do ônibus, porque Edward precisava ir à escola e eu negara sua carona - e vi um tumulto na escola de Edward. Me aproximei mais. Bella Swan quebrara o carro. (ou melhor, Bella Black)
- Acho que o motor pifou. - dissera ela.
- Eu posso ajudar. - disse eu - Entendo algumas coisas e...
- Não precisa, saguessuga! - Jacob surgiu de repente, os longos cabelos brilharam na luz do sol - Eu ajudo ela.
Jacob foi ajudar a mulher e eu me afastei. Eu sabia de sua raiva pelos Cullen, mas não sabia que ele me odiava também. Um braço gelado enlaçou minha cintura e eu estremeci. Era Rosalie. Ela sorria alegremente e me levou para seu carro.
- Edward e Alice chegarão hoje à tarde. Vamos passar o dia juntas.
- Obrigada, Rose. E, por favor, não conte à ele sobre o Jacob e a Bella.
Ela assentiu com a cabeça e fomos para sua casa.
- Eu vou matá-lo! - disse Edward, me trazendo ao presente - Ele não tem o direito de...
- Edward, tudo bem. Não vamos incomodá-los, está bem? A menos, que ainda queira a Bella.
- ISSO NUNCA! - ele gritou - Jurei fidelidade eterna à você e terá isso! Eu amo você e não ela. E jacob logo terá um motivo para te chamar de sanguessuga.
- O que?
- Sua transformação será logo. Eu prometo! Meus lábios correram aos seus em estrema alegria e paixão. Esse era meu modo de agradecê-lo. A alegria invadiu o quarto e eu me deitei à espera da imortalidade...
CONTINUA EM BREVE.